terça-feira, 13 de setembro de 2011

Palavras

Deste mesmo silêncio que me calei, que me trouxe a saudade
Tua falta disse toda verdade, aqui nesses versos te encontrei 
As palavras sem sentimentos são apenas os ventos a soprar
Sem caminho e sem destino, sem direção de qualquer lugar
Carinho sem ser dito ou escrito, é as palavras do teu sorriso
Sei que eu não avisto, só vejo na imaginação do imprevisto
Diz tudo que preciso ouvir, a poesia de teu silêncio ao sorrir



Homenagem e agradecimento ao seu sorriso.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A menina

Violão na mão, tocando a canção que mais toca no coração
Na parede o vinil pendurado, lembranças vivas do passado
Fina estampa de jornal recortado, cobertor bem informado
All star cor da paixão, sonhando alto com os pés no chão
Menina encantadora, sem olhar e sorrir, minha inspiração 



"Que estas palavras ilustrem o seu dia e esta luz do sol que entra pela janela, aqueça o seu coração"

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sentimento ao Vento

O amor mais puro é uma única semente
Admirando o céu e joguei a minha ao vento
Espero que caia em teu coração e brote na mente
Crie raízes fortes e viva sempre no pensamento
Florescendo ao seu tempo




Se cair no chão, uma flor irá brotar, o vento levará suas pétalas até ti, até teu rosto tocar, por instante irá sentir todo o carinho e adimiração que sempre senti.

terça-feira, 14 de junho de 2011

22 anos

Noite fria e vazia
Silêncio até de pensamento
Cerveja no copo, garrafa sem rótulo
Olhando pra baixo, debaixo do céu estrelado
Ofício ocisivo, ócio escasso, psicológico deformado, fora o casual, nada fora do normal
Decpções que geram conquistas, estupidez que leva ao conhecimento, felicidades ou meras ilusões
Aos 18 você começa a viver a liberdade, agora sente saudade e começa encarar de verdade a realidade.


Poema sem Resposta

Se não gostou, então jogue fora
Só não vire as costas e vá embora
Fingindo que não viu ou que ignora
Não espero receber sim ou um não
São apenas minhas palavras sinceras
Para ter um pouco da tua atenção.


 Até mesmo um simples engano serve de inspiração.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O verdadeiro Destino

Quem me dera o dom de orientar o que sentimos
Mandar em todos sentimentos e indicar os caminhos
Não ousaria voltar-te para mim, nem por um segundo
Guiaria tua pessoa amada para viver em teu mundo
Realizaria seu sonho de estar com quem sempre quis
Só para ver seu brilho do olhos quando estiveres feliz





sábado, 28 de maio de 2011

Homenagem

Nobre Andarilho

Cabelo encaracolado, penteado por pente desdentado
Na cabeça a cartola, prende a memória e guarda a esmola
Bigode, barbar a fazer, não pra quem pode, pra quem quer ter
Terno barato, dado, jogado aos trapos de cor preto apagado
Gravata avermelhada bem apertada, amaçada e rasgada
Calça curta de risca sem giz, riscada e segura por um triz
Sapato sobrando espaço, cheio de furos, sem sola nem cadarço
Corpo magrelo com sorriso malandro e olhar profundo e singelo
Nas costas a mala frouxa, vareta serve de bengala e de trouxa
Do lado o cachorro vira-lata, cheio de pulga e pinta na pata
Amizade que apaixona, que não descrimina nem abandona
Bolso amarrotado, sem nenhum centavo nem tostão furado
Dinheiro não tem mais importância, ganância sem relavância
Na condição social, aos olhos do mundo, imundo vagabundo
A nobreza não está na riqueza nem na fútil beleza 
Hulmildade despida de grandeza, bela por natureza






"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
Charles Chaplin

Caminho de Liríos


Anseio a liberdade, indignado, sem concórdia
Sofrimento póstumo esse dia, tempos multilados
Ouvindo a aflição gritar, ecoando por toda mente
Carregando a compunção nos bolsos rasgados, remendados
Fardo vazio e corrompido, precendente, doente e demente
Rindo sem sorrir, emudecer e pensar, falar sem mentir
Mentira momentânea, maquinada substancial, marginal
Dito por dizer, ouvido frangido, comovido sem sentir
Concordar por puro respeito, calar por estranho medo
Satisfazendo, sendo escracho, submisso a ordem crucial
Olhos frazinos, cabeça baixa, mãos suadas e peito encolhido
Convicção recíproca, moldada ao oblíquo
Utopia surreal, de imaginário real e artistico
Dissimulado, ordinário, desprovido de estima
A fumaça do cigarro apagado, obstruindo o ponto de vista
Rua sem esquina, cheia de pedras, a calçada é de Lírios
Penumbra arruinada pelo clarão, escondido na multidão 
Vida sem amores, estradas sem flores
Caminhar e sentir o delírio, andar incerto
Braços abertos, deitado no chão



Dissertando
Querendo ser livre, indignado, sem harmonia de vontades
Sofrimento causado no dia passado, que não durou o tempo certo
Aflito querendo gritar, pensando sem parar
Pensando no sofrimento que achou que não passaria novamete
Sentimento vazio e alterado, já sentido, doentio e demente
Rindo a toa, ficando quieto e pensando, falando a verdade
Mentindo na hora, mesmo se já havia pensado na mentira para aquele momento
Falar sem pensar, ouvir e não prestar atenção, fingir estar comovido
Ouvir que está errado, concordar e sentir o contrário
Agradar a outros admitido ter feito o errado, sabendo que era errado
Aparencida física com aquelas sensações
Teve a certeza que o fato ocorreria para o inverso ocorrido, que a esse mesmo pendia nesse lado 
Imaginação do inexistente com fundamentos reais distorcidos
Disfarçando que não era importante e que não se importava
Estava fumando cigarro quando pensava no fato
Rua reta e infinita, com pedras, flores silverstre na calçada
Sol se pondo, ou nascendo, pouca claridade, pessoas em volta
Inventar um sentimento que não sentiu, rua imaginária pessoas também
Imaginar estar andando, delirando
Estar na verdade deitado, vivendo a situção que estava pensando


Mente de diretor e alma de poeta?

Dedico esse poema à Clara Tadayozzi, o esforço, dedicação e talento dessa pequena grande notável é algo digno de reconhecimento e adimiração.

Sorriso de Bailarina

Caminhando devagar, postura reta em um palco torto
As sapatilhas apertadas, os passos calmos e soltos
Os pés, que as pontas dos dedos ostentam o corpo
Cada pensamento, um movimento, a dor, o sofrimento
A respiração, o coração, o silêncio ao negar o olhar
Tantos ensaios, dedicação para aquele único momento
Braços ao vento, os dedos cujo vazio tentam tocar
O giro solitário, sem dificuldade, uma volta completar
Ver tudo sem sair do lugar, a cortesia em reverencia
A perfeição, o triunfo, o sonho, a realização da existência
Orquestra de palmas, como um calor crescente, a euforia
Fim sem tormento, cortinas fechadas, o julgamento
Sorrindo a bailaria realiza a obra, encerra a melodia
O espetáculo.




"Mesmo que mal te conheço, por ti tenho enorme apreço"